O sucesso do selo independente que aposta nos… “menos vendidos”

13 maio

Encalhou? Nós queremos!

Essa é a (grande) idéia por trás do selo inglês Proper, distribuidora independente localizada em um bairro afastado na região sul de Londres.

“Já éramos a Anaconda do ramo antes mesmo da “cauda longa” ter sido inventada!”

Quem teoriza é Malcom Mills, presidente da empresa, em entrevista ao site da BBC. Apostando todas as fichas na tal “cauda longa” (ou, “na procura reduzida por uma variedade grande de produtos”), Mills e equipe conseguiram mudar o destino reservado às lojas de discos nos dias de hoje.

Os “produtos de nicho” : Funciona basicamente assim: enquanto as megastores e gravadoras se preocupam com o “novo hit” e a “nova sensação”, a Proper se concentra em pequenas bandas, cantores esquecidos, álbuns encalhados, etc., o que ele chama de “produtos de nicho”. Apesar da pouca procura pelo mesmo produto, o consumo é estável e duradouro.

No catálogo do selo/distribuidora, por exemplo, nomes obscuros do jazz dividem a prateleira com reedições de Ella Fitzgerald e John Coltrane. Além disso, eles oferecem música de 6000 selos espalhados pelo mundo. Com essa variedade, a empresa consegue sobreviver mesmo que venda apenas UMA cópia de um produto.

“Há 15 anos, você estrava em uma loja de discos e via a seção de singles e álbuns. As lojas tradicionais de discos perderam esse mercado. Perderam os singles para os downloads e os álbuns mainstream para os supermercados!”, avalia o gerente de vendas Graham Jones.

Hoje em dia, até mesmo as grandes lojas começaram a investir em gostos mais específicos para atrair outra clientela. Exatamente o que a Proper vem fazendo há… 22 anos!

Os “Menos Vendidos”: “Desprezando” a lista de mais vendidos e investindo naqueles que nem chegaram a entrar nela (“ignoramos com orgulho até o Top 75”), eles conquistaram uma porcentagem de vendas segura. “Para nosso negócio, a venda estável a longo prazo é mais importante que uma semana de vendas do sucesso da hora”. Aos que ainda profetizam a morte do CD, a Proper dá um recado:

“Foram vendidos 140 milhões de CD só no Reino Unido no ano passado e fico feliz por ter ao menos 3% desse mercado”.

De volta às origens: O serviço oferecido pela Proper é completo: assessoria, distribuição e gravação. “Como toda gravadora americana dos anos 50”. Pode parecer antiquado, mas é na contramão do mercado que essa pequena empresa se estabeleceu.

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