Evolução no Mercado de Música: é o fim da EMI como a conhecemos

22 jun

A EMI não quer mais ser uma “gravadora”. Pelo menos não mais na concepção que tínhamos do termo. E não, esse não é o fim, e sim, a evolução da indústria da música.

Roger Faxon, novo CEO da EMI, em foto da revista WIRED

O site da revista WIRED publicou, na última sexta-feira, uma matéria sobre o novo CEO da EMI e suas novas propostas.

Roger Faxon enviou uma carta aos funcionários da empresa explicando qual seria o destino e objetivo da EMI a partir daquele momento: a empresa deixa de ser uma gravadora somente e passa a abranger todos os negócios relacionados à música, de merchandising a consultoria musical.

Demorou, mas finalmente uma das maiores gravadoras do mundo assumiu que, para sobreviver, as gravadoras terão que acompanhar e APOIAR o mercado, e não lutar contra ele.

Em um post da semana passada, falamos como o CD há tempos deixou de ser a maior fonte de renda de um artista e da sua gravadora, mas que no entanto, o mercado relacionado ao artista e à música, crescia na mesma velocidade em que as gravadoras despencavam!

É aí que a Palco07 entra.

Como todo mundo pode sair ganhando com isso? Gravadoras, marcas, fãs e artistas: como satisfazer todas as partes igualmente? Duas palavras: criatividade e compartilhamento (de arquivos e de idéias). Quanto melhor for a idéia envolvendo artista-marca-fã, mais ela será compartilhada, divulgada e consumida.

>> Abaixo, alguns trechos da revista WIRED sobre o lançamento oficial da “nova EMI”

  • A EMI passa a ser uma empresa de gerencimento de artistas com “direitos abrangentes” (licenciamento, merchandising, divulgação, marketing, etc). Atenção: ela não deixará de contratar ou lançar novos artistas, mas a partir desta semana, passa a oferecer novos serviços independentes (da contratação).
  • Conclusão um pouco tardia da EMI: “a música está cada vez mais presente na vida das pessoas: seja nos vídeos online, nos comerciais, nos filmes, na TV, nos celulares, etc. As pessoas simplesmente não pagam mais por ela!”
  • Faxon, novo CEO, no e-mail enviado aos funcionários: “Investir em e lançar novos artistas será essencial para nosso crescimento”. A diferença é que agora, os novos artistas assinarão um contrato de “direitos abrangentes”, como o que citamos aqui no blog (leia mais sobre o “contrato de 360 graus”). Os que não quiserem um contrato como este, poderão usar a EMI somente para os outros serviços relacionados ao mercado de música!
  • Novo foco: a empresa quer permitir que artistas antigos, ou novos, e assim como ela própria, façam dinheiro de fontes diversas, mesmo que ninguém compre UM àlbum (ou pague por um download) dessa ou daquela banda. “Se ninguém mais paga pela música, vamos mudar o foco e ir para onde a música está.”

>> Para entender e ler mais:

Leia a carta enviada pelo novo CEO aos funcionários da EMI

Matéria da WIRED: “EMI evolves along with music industry changes”

>> POST RELACIONADO:

“O CD já era. Mas não confunda: o mercado de MÚSICA não pára de crescer!”

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2 Respostas to “Evolução no Mercado de Música: é o fim da EMI como a conhecemos”

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  1. A solução do CHROMEO: “marcas no lugar de gravadoras” « PALCO07 – Inteligência de Música - 08/09/2010

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  2. 10 Lições do Mundo Digital « PALCO07 – Inteligência de Música - 13/10/2010

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