10 Lições do Novo Mundo Digital

12 out

Paul Resnikoff, fundador do site sobre música digital Digital Music News, fez um post muito interessante sobre o que aprendemos com o “novo mundo digital” nesses últimos anos. Leia a seguir, em tradução livre e com alguns comentários nossos, os tópicos citados:

1- “É muito, muito difícil vender música para fãs online: seja via iTunes ou não, é um desafio fazer os fãs destinarem até mesmo quantias modestas de suas rendas à música. Competir com o que é achado de graça é jogo duro”. É mais provável que eles invistam esse “dinheiro do CD” em qualquer merchandising da banda. Camisetas, bonés, ou o pacote CD + visita ao backstage são uma boa saída.

2- Mesmo assim, “não é tão difícil fazer com que os fãs se comprometam, contanto que eles não tenham que pagar por isso”. Eles amam música mais do que qualquer coisa, afinal de contas, e estarão dispostos a participarem de ações e desafios em nome de um ídolo.

3- “Gestão de Direitos Digitais é uma péssima ideia. Plataformas como YouTube e rádios em streaming ainda são os recursos mais justos.”

4- “A qualidade do som não importa, ao menos para os fãs. Poucos reclamam da qualidade dos MP3s”. Para eles, quanto antes puderem ouvir, melhor.

5- “Uma data oficial de lançamento não significa mais nada. Quase tudo vaza antes, até os álbuns ainda em produção.”

6- “Atraia e cative o fã, porque se uma banda é popular agora, em 5min ela pode não ser mais”. Se você construir uma base sólida no relacionamento fã-banda-marca, esse “déficit de atenção” dos fãs não prejudicará o relacionamento deles com a marca em questão.

7- “Distribuição direta banda-fã pode ser uma faca de dois gumes. Tente criar um relacionamento direto com o fã que seja fiel e estável”. Distribuição direta qualquer banda pode fazer, então faça de tudo para que a sua seja diferente e especial, e quanto mais “personalizada”, melhor. É o lado cruel da “democracia digital”: se o fã não gostou, vai trocar por outro/a.

8- “Tem um app para isso?”: vender ringtones e download para celulares é uma boa ideia, mas hoje em dia, se você não tiver um aplicativo da sua banda para celulares como iPhone e Blackberry, você estará perdido.

9- O tal contrato de 360 graus (*entenda o que é isso aqui): sim, há alguns probleminhas aqui. Mas, “se você não é um Arcade Fire ou um Metric (que negociam seus próprios contratos multinacionais), o adiantamento financeiro desse tipo de contrato ainda vale a pena”.

10- “Música ainda é tudo”. Ultimamente, os artistas só se preocupam com a quantidade de seguidores no facebook e no twitter, perdendo o foco do que realmente importa: a música. Se eles reservarem, no mínimo, metade dessa “dedicação digital” à música que fazem, os fãs irão segui-los e adiciona-los espontaneamente nas redes sociais.

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