Skateistan – O skate salvando vidas no Afeganistão

17 nov

ONG faz com que o esporte traga esperança a um dos lugares mais violentos do mundo

Não é música e não é marca, mas é tão interessante que precisa estar aqui:

>> O projeto SKATEISTAN (ou, traduzindo: “Skateistão”, skate + Afeganistão) reúne mais de 300 jovens e crianças, semanalmente, na cidade de Cabul. Esses pré-adolescentes aprendem não só a praticar o esporte, mas também tem aulas de conhecimentos gerais e artes, conhecem outros moradores da comunidade, aprendem a se relacionar (principalmente meninos com meninas) e principalmente: conseguem esquecer, por algumas horas, os problemas (e a guerra) que enfrentam diariamente.

>> Não precisamos estar em guerra para perceber que uma ideia como esta daria certo por aqui também. O jornalista Erik Malinowski, da revista Wired, descreveu em uma frase a importância de movimentos como esse:

“As habilidades terapêuticas do esporte podem nos tirar da escuridão e nos transportar para um lugar melhor – se não de um modo tangível, pelo menos dentro das nossas mentes”

“E às vezes, só é necessário um skate”, ele completa.

>> A ONG Skateistan virou até documentário: Skateistan: To Live and Skate in Kabul, mostra alguns personagens da “escolinha” e como é o dia a dia dessas crianças que conciliam prazer & dor com tanta naturalidade. A co-fundadora do projeto, a australiana Sharna Nolan, diz no filme que o objetivo é “fazer com que as crianças fiquem mais confiantes e consigam se expressar”.

>> Incrivelmente, muitas mulheres se interessam pelo esporte e segundo a Sharna, “não há nada como ver uma afegã descer a rampa de skate pela primeira vez e saber que ela conquistou algo que nunca imaginou consquistar”. O depoimento mais marcante é da pequena Fazilla (acima): menina, 12 anos e skatista de primeira viagem, no 4:08 do vídeo:

“As pessoas acham que meninas não deveriam praticar skate. Minha família está do meu lado, mas meu pai discorda. Quando estou andando de skate pelas ruas, sinto as pessoas questionando o meu direito de fazer isso. As opiniões deles não significam nada pra mim, não vou parar.”

(*fotos e screenshots tirados do vídeo e do site da ONG Skateistan)

>> LINKS:

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