“Música para celular é a nova tábua de salvação da indústria fonográfica”

28 jan

O título é de uma matéria da Folha de São Paulo. Parece sensacionalismo, mas uma pesquisa realizada pela Nielsen no ano passado confirmou: o novo consumidor de música não compra mais CD, mas investe sem reclamar em apps do seu artista preferido.

Já falamos aqui no blog várias vezes: o futuro da música digital está nos celulares. Com a proliferação de smartphones, iPhones e andróides por todas as classes sociais, a maneira como as pessoas se relacionam com a internet -e com a música- mudou. Praticamente todo mundo hoje tem no bolso um celular com música, e-mail e fotos. No mínimo. Hoje em dia, são os aplicativos que cada aparelho carrega que diferenciam um consumidor do outro.

O mercado de apps não pára de crescer. E é aí que as marcas e artistas entram: segundo a pesquisa da Nielsen, realizada com 26.644 consumidores em 53 mercados diferentes, os apps que mais agradam o público são aqueles relacionados com música (os apps pessoais de artistas, de streaming e de downloads).

Nos EUA, os apps de música estão em segundo lugar em popularidade. Na Europa, os apps de cantores e bandas estão em primeiro lugar na preferência do público.

O aplicativo da banda TAKE THAT, por exemplo, foi baixado por 100 mil pessoas na PRIMEIRA semana de lançamento!

A Folha de São Paulo publicou esta semana a matéria cujo título abriu o post: “Música para celular é a nova tábua de salvação da indústria fonográfica”. O artigo fala sobre as estratégias que o mercado de música teve que adotar nos últimos anos para sobreviver. Entre elas, está o ESCUTE, da Som Livre, que entrará no ar em fevereiro. Assim como o Sonora, do portal Terra, o Escute também é um site de música por assinatura, mas mais completo: “o Escute, em vez de investir apenas no download para computadores e mp3 players, mirou também os celulares”. Abaixo, trechos da matéria, escrita pelos jornalistas Marcus Preto e Ana Paula Sousa:

“Segundo Danillo Ambrosano, gerente do departamento digital da Universal Music, a música digital representa 30% da receita da gravadora. Desse montante, 30% vêm de venda on-line e 70% da venda para celular.”

>> “A grande questão é, ainda, como estimular as pessoas a pagar por algo que, em tese, elas podem ter de graça, ainda que ilegalmente. (…) A experiência internacional mostra que as soluções mais eficazes são as que deixam as pessoas fazerem o que já estavam fazendo, mas fora da “clandestinidade”. Segundo Jan Fjeld, diretor de showbizz do UOL, do grupo Folha, e responsável pelo UOL Megastore, hoje os ouvintes têm a percepção de que a música é grátis.”

>> “Na Europa, o modelo mais badalado do momento é o Spotify, indisponível no Brasil, que permite que se ouça e compartilhe qualquer música, de qualquer artista, de maneira gratuita, instantânea e… legal.”

>> Seu mais novo passo, anunciado no final do ano passado, foi o lançamento de um aplicativo para celulares. O serviço se mantém e paga direitos autorais com anúncios e uma assinatura mensal que garante, aos que botam a mão no bolso, serviços especiais, como o direito de carregar a música no iPod ou a tela livre de anúncios.”

“A ideia por trás do negócio é simples: quanto mais acesso as pessoas tiverem à música, mais o mercado crescerá.”

>> “O lugar do rádio, como fonte de descoberta, foi ocupado pela internet”, diz o professor Carlos Affonso de Sousa, da FGV.

“Ouvir música é só parte da experiência. As pessoas compartilham, remixam, criam comunidades.”

>> Antes de criar um app para sua banda e empresa, reflita:

  • Como investir esse dinheiro destinado aos aplicativos?
  • Quais apps têm mais apelo, e onde, como e por que?
  • Como fazer um bom uso do streaming?
  • Qual o balanço entre o investido e o retorno desse serviço?

>> As respostas para todas essas perguntas estão na pesquisa da Nielsen. Leia os resultados aqui gratuitamente.

(via *midemblog)

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