O que os fãs querem e por quê?

30 abr

Fãs adoram consumir tudo o que estiver disponível da sua banda favorita. Mas, o que eles querem de verdade e por quê? O site Words About Music tem algumas respostas para a sua banda — e para sua marca também.

* foto via Uneven Distribution

O autor do artigo, Chris Stoneman, lembra que sempre gostou de ordenar suas coleções de discos e sempre gostou de ter em casa o que ouvia por aí. O TER com letra maiúscula, o de “possuir com orgulho”. Com o mp3, veio o “ter” sem ter que pagar, mas a sua paixão pela organização das músicas não diminuiu, só mudou da prateleira para uma pasta digital.

Mas como funciona essa paixão que move a indústria da música, pagando-se por ela ou não? Por que os fãs se matam para ter aquele disco raro ou até mesmo pelo boné vintage que aquele artista usou em uma apresentação?

Alguns trechos do artigo, abaixo (em tradução livre):

>>PARTE UM : O que desejamos?

Para responder a essa questão, precisamos identificar quais as 3 maneiras de se desejar música. Individualmente, somos uma mistura das três, com intensidades diferentes:

1- Música Fácil:

Nós simplesmente queremos ouvir música sem qualquer esforço. Não importa o quão obsessivo um fã seja, talvez o máximo de esforço a que ele se permita seja mudar a estação do rádio ou comprar UM cd por ano.

2- Entender a música

Não queremos só a música, mas queremos dar um sentido a ela e entendê-la. Isso pode ser fornecido pelas letras, créditos, pela arte da capa, por aquele box set especial contendo as referências e influências da banda, etc. Por isso muitos fãs consomem revistas de música e lêem sites e blogs de música. Eles querem ir além do que estão ouvindo. Há muito potencial a ser explorado nesse campo “entender a música”, principalmente online.

3- Música como um Distintivo

Queremos que outras pessoas saibam quem somos. Desde o nascimento do pop nos anos 50, as pessoas têm a oportunidade de vestir o que ouvem como um distintivo. Fãs de heavy metal são facilmente reconhecidos, por exemplo. Uma camiseta do Ramones, uma fronha do Justin Bieber, uma parede cheia de posteres são maneiras que as pessoas encontraram de se identificarem. Isso NUNCA terá um substituto digital, mas há maneiras mais modernas para complementar essa adoração/identificação: ringtones, papel de parede para PC/telefones/tablets, web browsers personalizados, a nossa lista de bandas favoritas no perfil do Facebook, etc. O MySpace foi substituído por uma combinação de Facebook e outros sites de streaming de música, mas tem um aspecto que ainda não foi replicado: a ideia de se personalizar um espaço que reflita quem você é (musicalmente).

*foto via Words About Music

>> PARTE DOIS : O QUE NÓS QUEREMOS TER?

Como esses três desejos acima afetam a necessidade do fã em possuir algo?

1- Torne a música fácil e melhore o produto oferecido

A principal razão pela qual queremos ter uma música é porque queremos ouvi-la com facilidade. Fãs esporádicos não querem um CD físico, eles só querem ter o direito de ouvir aquela música onde, como e quando quiserem — e que isso funcione bem. O Spotify Premium não é apenas um serviço de streaming, por exemplo. O app permite que você baixe uma música e a hospede em seu telefone em segundos, permitindo que você tenha acesso a ela quando quiser. E como convencer o fã a pagar por algo que nos é oferecido de graça? Instigue-nos de graça e depois, faça algo que funcione melhor que um CD.

*** Elabore e disponibilize playlists para nossas festas, nossas aulas de ginástica e domingos de manhã. Não pergunte o que queremos porque não sabemos, então, simplesmente ofereça. Faça a música funcionar BEM em todos os lugares e daí sim pagaremos um plano Premium por isso.

Não queremos TER a música, mas queremos ter o direito de escutá-la a qualquer hora.

2- Ajude-nos a ‘compreender’ a música 

Aqueles que se empenham em compreender a música, usam o streaming como o começo da jornada que vai faze-los interagir com aquerla banda de maneiras diferentes. Não estou falando de entusiastas ou de esnobes. As adolescentes, por exemplo, querem “compreender” tudo sobre o Justin Bieber da mesma maneira que um fã do Dylan quer entender as referências musicais em suas letras. Remova as barreiras para essa compreensão e os fãs não só vão criar um relacionamento mais profundo com a música, como eles vão valorizar a facilidade de acesso a ela.

*** Alguns sites já fazem isso. O MOG mostra resenhas e comentários de usuários enquanto você ouve o streaming de uma música, e tem o potencial para ser o Hype Machine da nova geração. O Spotify aproximou o download legal do ouvinte, fazendo com que eles dessem um passo adiante no plano. Repetir essa abordagem com o produto físico (eu compraria vários vinis se eu pudesse compra-los com apenas alguns cliques no Spotifiy, por exemplo) é um passo óbvio! Eu pagaria por uma conta Premium para ter versões dos seguintes serviços na minha conta Spotify: Pitchify (com opção de leitura offline), Songmeanings, estatísticas do LastFMSongkick, qualquer app do Echo Nest (Discovrex.fm Blogfinder, etc), qualquer app que me diga o que os músicos das minhas bandas preferidas estão ouvindo e o que eles costumam tocar fora da banda, mFlow, links para a Amazon eBooks, até mesmo um link direto para o Google Streetview que me permita passear pela Penny Lane enquanto eu escuto a música, ou pelo meu bairro de infãncia enquanto ouço minhas músicas antigas. As possibilidades são infinitas.

Não queremos ter a música, mas queremos o direito de ter acesso à informação que vem com ela.

3- Venda o distintivo, mas distribua a música.

Os fãs sempre vão querer usar a música para se identificarem, então dê aos fãs essa possibilidade. Use o streaming para aumentar a venda do CD, faça vinis especiais, camisetas, venda ingressos para os shows em seu site, fronhas, edredons, estojos, posteres, qualquer produto de marketing que seja, MAS que esteja disponível a poucos clicks do mouse. O site que hospeda o streaming fica com uma porcentagem da venda final ao mesmo tempo que recebe visita de milhares de novos usuários — os fãs que clicaram ali por causa do artista.

*** Isso precisa ser vantajoso para ambas as partes. Coloque um valor considerável nos produtos, mas ofereça a música de graça, como um bônus. A música não precisa mais vir em um CD, então não há mais desculpa para ela não vir em pacotes mais criativos como lancheiras, dentro de um capuz, anexada a um pôster …

Não queremos ter a música, mas queremos ter o direito de possuir algo relacionado a ela que nos defina.

>> TEXTO ORIGINAL

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