Para ser compartilhado, tem que emocionar

9 ago

Já batemos nessa tecla várias vezes, mas não cansamos de ler sobre o assunto. O que faz alguém querer compartilhar aquilo que leu, viu ou asssistiu? É o produto, o autor, a propaganda? Segundo uma pesquisa americana, o que importa mesmo é TCHANAAAM: a emoção.

O site da Revista Veja publicou um artigo sobre como a “emoção estimula o compartilhamento de conteúdos na web”. Isso vem complementar o que dissemos no post “Os 4 Es do Marketing: Emoção, Experiências, Envolvimento e Exclusividade”, sobre como o envolvimento emocional é essencial para que as pessoas se identifiquem com um produto e compartilhem essa experiência com amigos e “seguidores”.

Jonah Berger, professor da Universidade da Pensilvânia, desenvolveu um estudo baseado em notícias compartilhadas a partir do jornal The New York Times. Segundo a Veja apurou e de acordo com suas hipóteses, “conteúdos de apelo emotivo têm mais chances de ser compartilhados do que outros mais factuais ou ‘neutros’”.

A matéria continua dizendo que:

“Quando excitados fisicamente, os usuários de internet tendem a ser mais sociais e algumas emoções aumentam as chances de um link, imagem ou vídeo ser reverberado”.

Para a pesquisa, Berger analisou a lista de notícias mais enviadas por e-mail no jornal e percebeu que não só “textos com mensagens positivas eram compartilhados, mas também conteúdos que evocavam sentimentos de raiva e ansiedade”. A Veja explica como ele fez isso, abaixo.

>> Berger conduziu dois experimentos:

  • No primeiro, 93 estudantes assistiram a vídeos que os deixaram ansiosos ou compenetrados (alta estimulação); tristes ou contentes (baixa estimulação). Em seguida, os voluntários foram expostos a reportagens consideradas emocionalmente neutras. Quando o acadêmico perguntou o que os voluntários gostariam de mostrar a amigos e familiares, os conteúdos de alta excitação apareceram em primeiro lugar.
  • O segundo experimento contou com 40 voluntários. Berger propôs que metade permanecesse sentada e que a outra metade corresse por um minuto, atividade que aumenta a excitação. Em seguida, pediu para que todos os voluntários lessem artigos emocionalmente neutros e os enviassem a amigos e familiares. Outra vez, o cientista percebeu que os estudantes agitados eram mais propensos a compartilhar o conteúdo do que os participantes sedentários.

Assim como no compartilhamento espontâneo de notícias, é a emoção que faz com que fãs compartilhem músicas, artistas e campanhas. E é esse mesmo sentimento de agitação, envolvimento, identificação e excitação que faz com que mp3, vídeos do youtube e campanhas publicitárias se espalhem. Isso também é music branding: comunicar-se através de emoções.

“Todo mundo ama música. Ela envolve as pessoas e cria experiências memoráveis. Ela é a essência de quem somos. Isso ajuda para que as empresas conquistem uma posição exclusiva na mente do seu público, fazendo com que consumidores virem fãs fiéis de uma marca!”*

*Jakob Lusensky

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