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O Music Hack Day e as novas ideias para os apps de música

24 jan

Aconteceu no último final de semana em Estocolmo o Music Hack Day, um evento que reúne centenas de programadores, designers e artistas numa maratona de desenvolvimento de aplicativos musicais.

Com apenas 24h para desenvolver e implementar ideias criativas, é impressionante a quantidade de aplicativos interessantes e divertidos que são criados durante o encontro.

Music Hack Day

A primeira edição aconteceu em Londres em 2009, no escritório do jornal inglês The Guardian, e de lá pra cá já foi realizado em diversas cidades do mundo, e empresas como Facebook, Spotify e MTV também já foram sede do encontro. Nomes como Rdio, Soundcloud, The Hype Machine, EMI, entre outros, patrocinam o evento e/ou oferecem palestras e disponibilizam dados  e ferramentas para serem utilizadas na elaboração desses apps (ou hacks, como são chamados).

Aqui no Brasil, o jornal O Estado de São Paulo teve uma iniciativa interessante, semelhante às maratonas de programação que acontecem lá fora. Com o objetivo de deixar mais ‘entendível’ para o público em geral o acervo de dados públicos, o jornal promoveu um encontro entre hackers e jornalistas. Durante um final de semana, quem participou quebrou a cabeça tentando criar formas digitais e práticas de se interpretar os dados para tornar mais fácil a tarefa de extrair informações a partir deles.

Hackathon Estadão

Muitas ideias bacanas e com potencial surgem nessas maratonas, mas a maioria acaba não sendo implementada. Valeria a pena para as marcas ficar de olho nos novos formatos e linguagens que são propostos nesses encontros. Com tamanha variedade de aplicativos sendo criados, boas ideias podem ser apropriadas e desenvolvidas, servindo como mais uma frente de comunicação e troca de conteúdo com seus consumidores.

De útil a inútil, games e hacks para divertir, surge de tudo um pouco. Dá uma olhada em alguns dos aplicativos que foram desenvolvidos em edições do Music Hack Days:

>> Invisible Instruments, apresentado inicialmente no Music Hack Day de NY em 2011 e vencedor do prêmio de melhor hack daquela edição. O app permite tocar bateria, guitarra, violino e outros instrumentos apenas com um iPhone na mão e um controle de Wii na outra.

>> O Crowdjuke puxa as preferências musicais dos perfis que confirmaram presença no seu evento do Facebook para gerar no Rdio uma playlist para a festa combinando os gostos dos convidados.

Já o Youbox vai mais longe. Ele permite que o dono da festa faça uma playlist no Spotify e a disponibilize via QR Code para que os convidados também possam pedir músicas, além de ver o que está tocando e marcar se gostaram ou não. O app vai gerando a ordem das músicas mantendo a coerência na ordem da playlist de acordo com a similaridade entre as canções e dando preferência aos pedidos de quem tem agradado mais os convidados.

>> Com o  Now Start A Band você aprende a tocar as músicas que mais gosta usando 4 acordes, ensinados via YouTube. Aí o app acessa seu perfil do Facebook para descobrir suas bandas preferidas e transpõe essas músicas para que você possa tocá-las usando apenas os 4 acordes que você aprendeu. Já é suficiente pra impressionar as garotas..

Apps de Música – parte V: como as marcas estão entrando nesse universo

11 dez

Já falamos muito aqui no blog sobre a necessidade da criatividade e da imaginação para se desenvolver aplicativos para smartphones que gerem experiências e se conectem com o consumidor de uma forma mais emocional.

A cada dia mais artistas e gravadoras enxergam esse potencial e utilizam essa plataforma de forma criativa, permitindo uma interação cada vez maior e mais intensa com seus fãs, como é o caso do “álbum-aplicativo” da Björk e dos apps “location-aware”, já comentados aqui no blog.

Agora são as marcas que começam a explorar esse universo de forma mais criativa através do uso da música. Ainda que simples e muitas vezes até sem graça, esse apps são o indicativo de que as marcas estão começando a explorar essa ferramenta – e de que há muito o que evoluir ainda.

>> Música escondida nas nuvens:

Com o objetivo de atingir o público jovem e fazer os amantes de música olharem mais para o céu, a Air France criou o app de realidade aumentada Music In The Sky. Ao apontar o celular para o céu, ícones de músicas são encontrados nas nuvens, e basta clicar para ouvi-las. Os estilos das músicas variam de acordo com cada país, então quanto mais você viajar, mais variada será sua playlist.

>> Ballantine’s Loud Blue

*Envie sua foto para gerar uma nova faixa

*Envie sua foto para gerar uma nova faixa

O aplicativo criado pela marca de whisky cria músicas únicas a partir de fotos tiradas por usuários no Instagram.

Um algoritmo analisa cada foto – levando em consideração elementos como luz, cor, composição, brilho e a presença (ou não) de pessoas – para gerar uma infinidade de músicas diferentes.

Para criar sua faixa, basta colocar a tag #LoudBlue e compartilhar a sua foto do Instagram no Twitter. Automaticamente você irá receber de volta do usuário @loudblue um link com a música feita a partir da sua foto, que poderá então ser compartilhada em redes sociais.

Ao fim da ação, a dupla de DJs e produtores brasileiros de electro-house Felguk irá selecionar os melhores trechos para criar uma nova faixa, que será lançada no dia 07 de fevereiro em uma festa exclusiva no Recife.

>> Não é de música, mas poderia ser

O aplicativo Kapture (que por enquanto só funciona em NY) permite que marcas retribuam com brindes e descontos os clientes que compartilham fotos de seus estabelecimentos em redes sociais.

Com uma lista que já ultrapassa o número de 300 marcas parceiras, o app tem como objetivo incentivar propaganda sem custos, porém valiosíssima, que é a indicação de amigos. Em agradecimento, o cliente é recompensado com benefícios instantâneos.

* fotografe, publique, dê chek in e ganhe

* fotografe, publique, dê chek in e ganhe

>> Mais:

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Experiência de Música Compartilhada: pôster com áudio, cartões postais que cantam e “apps de papel”

12 abr


*amplificando uma ótima ideia

>> Lembram quando a gente falou da ação de divulgação do novo CD da banda DRY THE RIVER? Funcionava assim: a agência FOAM fez um poster diferente para cada música do álbum. Em todos eles, uma latinha pendurada por um barbante. Ao encostar o ouvido nessa latinha, conseguia-se ouvir um áudio do CD!

>> Para quem não se lembra ou não viu o vídeo fofo da campanha, aqui está:

>> Pois essa tecnologia tem tudo para ser a nova aposta de muitos artistas e marcas, além de ser uma opção criativa de adaptação do anúncio impresso ao mundo virtual. Ele traz a interatividade das telas para o papel, e para quem trabalha com música, isso será fundamental. Ou, apenas muito divertido. ;-)

>> Uma ideia de uso para empresas: uma seguradora australiana colocou posters com áudio em vários pontos de ônibus de Sydney (acima). A ideia era promover o novo seguro que inclui também o seguro para o sistema de som dos carros. Os passageiros que estivessem no ponto, esperando pela condução, podiam selecionar uma música ou uma playlist para ouvir. Ok, há um aplicativo para se baixar e um QR code para ativar, mas mesmo assim, está valendo:

>> YAHOO + OK GO:

Ainda em 2010, O Yahoo fez algo parecido ao colocar um cartaz interativo nos pontos de ônibus de São Francisco, no qual os usuários tinham acesso a games tocando na tela. Além de diferentes tipos de jogos e níveis e graus de dificuldade, a pessoa tinha que escolher um bairro. Para envolver o consumidor, a empresa estimulou uma disputa entre bairros e o vencedor… TCHANAAAAM … ganhava um show exclusivo da banda OK GO na vizinhança!

(* dica da FRUKT)

>> O APLICATIVO DE PAPEL:

>> Durante o SxSW deste ano, o conceito de poster com áudio ou poster interativo foi amplamente usado. Através dos “LISTENING POSTS”, o fã podia ouvir um trecho da música de determinada banda clicando nas imagens no próprio cartaz do festival!

>> MELHOR AINDA: caso gostasse, ele poderia comprar ingresso para o show através do próprio poster!!! O “LISTENING POST” foi desenvolvido pela agência UNIFORM, de Liverpool. Essa mesma agência desenvolveu cartões postais com áudio, com um sistema parecido, a chamada “tecnologia impressa”: bastava você inserir o cartão pelas máquinas espalhadas pelo festival para ouvir o áudio da banda sendo divulgada:

>> Olha o “cartão postal” da LANA DEL REY, por exemplo:

>> Para entender melhor, dá uma olhada no vídeo abaixo. Incrível! Sim ou com certeza? ;o)

Paper Apps from Uniform on Vimeo.

>> LINKS:

Apps de Música – parte IV: a rádio 24h do Soulwax e o álbum-aplicativo da Björk

5 jul

* Continuamos na campanha por aplicativos de música mais criativos! Esse é o nosso quarto post sobre algo que parece tão pequeno, mas que faz MUITA diferença na relação entre artista e fã.

“A primeira geração de apps de música era meramente promocional. Todos diziam que era uma nova maneira de ter um relacionamento mais pessoal com os fãs, mas no fim, não passavam de um outro canal para pedir aos fãs que comprassem ingressos, fizessem downloads, assistissem aos vídeos no YouTube ou seguissem o artista no twitter.”

O trecho acima é de uma matéria do jornal inglês The Guardian sobre o assunto, publicado esta semana. A matéria fala também sobre a segunda geração de aplicativos, que já parece um pouco mais interessante. Como dissemos nos últimos posts sobre o assunto, há sim uma esperança! Citamos o exemplo do aplicativo do site Songkick e também o aplicativo de um CD que interagia com o ambiente.

* Mais dois projetos na área merecem destaque por aqui:

1- A dupla belga Soulwax (ou, 2 Many DJs) lançou o app Radio Soulwax para iPhone e iPad, que assim como no site Radio Soulwax, vai ter remixes 24h por dia, com vídeos. O aplicativo é gratuito! A cada semana, um show do duo será adicionado ao app. Os usuários podem assistir por streaming ou fazer downloads. O aplicativo levou DOIS anos para ficar pronto e envolveu uma equipe gigante entre diretor de arte, produtores e designers.

2- O aplicativo da islandesa Björk ainda não está disponível, mas promete ser inovador por ser o primeiro “álbum-aplicativo” do mundo, gravado no iPad e lançado através de “apps”. O projeto gira em torno do novo trabalho da cantora, Biophilia, a ser lançado em setembro deste ano. Serão dez aplicativos, um para cada música do CD, armazenados no “aplicativo mãe” que agregará os dez ítens.

Cada app de Biophilia terá um game interativo baseado na música correspondente, que permitirá que o usuário interaja com elementos presentes na letra, enquanto cria a sua versão da música. Além do game, o usuário terá acesso a uma animação, à letra e até a uma análise crítica sobre o tema da canção.

“O que os dois projetos têm em comum é o engajamento criativo dos artistas, trabalhando com programadores, designers e artistas visuais. Tudo isso só pelos fãs? Talvez. Mas eles representam mais dois passos a caminho da descoberta de como os smartphones e tablets irão mudar a maneira como vivenciamos a música”

— conclui Stuart Dredge, para o Guardian.

>> MAIS:

>> POSTS RELACIONADOS:

Apps de Música – parte III: Songkick Concerts. Todos os shows ao teu alcance.

13 jun

O Songkick acaba de lançar um aplicativo para iPhone e iPod Touch, o Songkick Concerts! O site você já deve conhecer:  ele consegue rastrear as bandas selecionadas para que você nunca perca um show. Você pode filtrar a busca por localização ou por bandas preferidas e se cadastrado, recebe informações sobre a agenda completa da cidade ou do artista.

O aplicativo vai funcionar da mesma maneira, mas você terá toda essa informação no bolso, atualizada em tempo real. Ao instalar o app, ele vai rastrear e salvar as bandas armazenadas em sua biblioteca do iTunes. Usando essa informação e sua localização, ele vai montar uma agenda personalizada de todos os shows disponíveis!

*screenshot do search baseado na localidade

>> O vídeo-apresentação diz tudo o que você precisa saber:

 

(*via Sounds Like Branding)

>> Mais info:

Apps de música – Parte II: personalizando experiências

27 maio

Lançados esta semana, esses dois aplicativos são a prova de que ainda existe esperança no mundo dos aplicativos inúteis de música.


*screenshot do site da revista WIRED

No post Apps de Música, do dia 4 de maio, reproduzimos um texto da revista WIRED sobre como as bandas e gravadoras ainda não conseguiram criar um aplicativo à altura da música que produzem. Como sabemos, música e experiências estão conectadas. Lembranças tem trilha sonora. Relacionamentos e conquistas também. Mas até agora, nenhum aplicativo de música explorava essa sensação.

Os apps de bandas, selos e gravadoras reproduzem os perfis de facebook do artista, compartilhando suas agendas, músicas e fotos. Um fã merece muito mais que isso, não? No post mencionado, o autor dá dicas de como um aplicativo de música poderia envolver os usuários de uma maneira única — e pessoal. Clique aqui para ler.

>> Os aplicativos abaixo nos surpreenderam pela criatividade e pela maneira que envolvem o fã/usuário:


*screenshot do site da revista WIRED

>> O App da Música Mutante:

O primeiro deles foi lançado pelo cantor Gwilym Gold, ex-vocalista da banda Golden Silvers. O app Bronze traz o novo single de Gold, “Flesh Freeze”. Toda vez que o usuário apertar o play, ele vai ouvir uma versão diferente da original!

O shuffle é praticamente infinito, existem milhares de possibilidades. Em alguns momentos ele pode excluir as batidas, por exemplo. Até a letra pode ser alterada e tocada em outra ordem, e a música pode começar e terminar em momentos diferentes.

O Bronze altera, através de logaritmos, todos os componentes da música original. A cada audição, há uma nova interpretação para ela! O programa foi inventado pelo próprio Gold, juntamente com o produtor Lexxx (o mesmo da Björk) e um time de cientistas.

>> O App que Interage com o Ambiente

O outro aplicativo traz uma experência única a pouquíssimas pessoas, mas entrou para a nossa lista pela criatividade — e por ser um ótimo exemplo de personalização da música. Para se beneficiar desse aplicativo, o usuário tem que estar na capital norte-americana, mais especificamente no National Mall, um parque em Washington.

Dois músicos locais lançaram um álbum que “interage” com o parque. Chegando ao local, o usuário aperta o play. Conforme ele anda, a música muda!

“Por exemplo: se você se aproximar do lago, sai o som de piano e entra a harpa. Quando você se aproximar do carrossel das crianças, os cavalinhos ganharão vida, e você ouvirá sons de cavalos rinchando. Quanto mais você se aproximar, mais alto o som fica”

— disse um dos músicos do Bluebrain, donos da ideia, à revista WIRED.

Esse é o primeiro de uma série de álbuns desse tipo, chamados de “location-aware albuns”. O próximo será “conectado” a um parque de Nova York e o outro, a uma estrada da Califórnia. Imaginem uma experiência como essa por toda a extensão de uma estrada? São infinitas as possibilidades de interação com o ambiente!

>> Quer entender como um app “location-aware” funciona? TEASER:

>> Para Ler Mais:

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