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Apps de Música – parte IV: a rádio 24h do Soulwax e o álbum-aplicativo da Björk

5 jul

* Continuamos na campanha por aplicativos de música mais criativos! Esse é o nosso quarto post sobre algo que parece tão pequeno, mas que faz MUITA diferença na relação entre artista e fã.

“A primeira geração de apps de música era meramente promocional. Todos diziam que era uma nova maneira de ter um relacionamento mais pessoal com os fãs, mas no fim, não passavam de um outro canal para pedir aos fãs que comprassem ingressos, fizessem downloads, assistissem aos vídeos no YouTube ou seguissem o artista no twitter.”

O trecho acima é de uma matéria do jornal inglês The Guardian sobre o assunto, publicado esta semana. A matéria fala também sobre a segunda geração de aplicativos, que já parece um pouco mais interessante. Como dissemos nos últimos posts sobre o assunto, há sim uma esperança! Citamos o exemplo do aplicativo do site Songkick e também o aplicativo de um CD que interagia com o ambiente.

* Mais dois projetos na área merecem destaque por aqui:

1- A dupla belga Soulwax (ou, 2 Many DJs) lançou o app Radio Soulwax para iPhone e iPad, que assim como no site Radio Soulwax, vai ter remixes 24h por dia, com vídeos. O aplicativo é gratuito! A cada semana, um show do duo será adicionado ao app. Os usuários podem assistir por streaming ou fazer downloads. O aplicativo levou DOIS anos para ficar pronto e envolveu uma equipe gigante entre diretor de arte, produtores e designers.

2- O aplicativo da islandesa Björk ainda não está disponível, mas promete ser inovador por ser o primeiro “álbum-aplicativo” do mundo, gravado no iPad e lançado através de “apps”. O projeto gira em torno do novo trabalho da cantora, Biophilia, a ser lançado em setembro deste ano. Serão dez aplicativos, um para cada música do CD, armazenados no “aplicativo mãe” que agregará os dez ítens.

Cada app de Biophilia terá um game interativo baseado na música correspondente, que permitirá que o usuário interaja com elementos presentes na letra, enquanto cria a sua versão da música. Além do game, o usuário terá acesso a uma animação, à letra e até a uma análise crítica sobre o tema da canção.

“O que os dois projetos têm em comum é o engajamento criativo dos artistas, trabalhando com programadores, designers e artistas visuais. Tudo isso só pelos fãs? Talvez. Mas eles representam mais dois passos a caminho da descoberta de como os smartphones e tablets irão mudar a maneira como vivenciamos a música”

— conclui Stuart Dredge, para o Guardian.

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Apps de Música – parte III: Songkick Concerts. Todos os shows ao teu alcance.

13 jun

O Songkick acaba de lançar um aplicativo para iPhone e iPod Touch, o Songkick Concerts! O site você já deve conhecer:  ele consegue rastrear as bandas selecionadas para que você nunca perca um show. Você pode filtrar a busca por localização ou por bandas preferidas e se cadastrado, recebe informações sobre a agenda completa da cidade ou do artista.

O aplicativo vai funcionar da mesma maneira, mas você terá toda essa informação no bolso, atualizada em tempo real. Ao instalar o app, ele vai rastrear e salvar as bandas armazenadas em sua biblioteca do iTunes. Usando essa informação e sua localização, ele vai montar uma agenda personalizada de todos os shows disponíveis!

*screenshot do search baseado na localidade

>> O vídeo-apresentação diz tudo o que você precisa saber:

 

(*via Sounds Like Branding)

>> Mais info:

“Música para celular é a nova tábua de salvação da indústria fonográfica”

28 jan

O título é de uma matéria da Folha de São Paulo. Parece sensacionalismo, mas uma pesquisa realizada pela Nielsen no ano passado confirmou: o novo consumidor de música não compra mais CD, mas investe sem reclamar em apps do seu artista preferido.

Já falamos aqui no blog várias vezes: o futuro da música digital está nos celulares. Com a proliferação de smartphones, iPhones e andróides por todas as classes sociais, a maneira como as pessoas se relacionam com a internet -e com a música- mudou. Praticamente todo mundo hoje tem no bolso um celular com música, e-mail e fotos. No mínimo. Hoje em dia, são os aplicativos que cada aparelho carrega que diferenciam um consumidor do outro.

O mercado de apps não pára de crescer. E é aí que as marcas e artistas entram: segundo a pesquisa da Nielsen, realizada com 26.644 consumidores em 53 mercados diferentes, os apps que mais agradam o público são aqueles relacionados com música (os apps pessoais de artistas, de streaming e de downloads).

Nos EUA, os apps de música estão em segundo lugar em popularidade. Na Europa, os apps de cantores e bandas estão em primeiro lugar na preferência do público.

O aplicativo da banda TAKE THAT, por exemplo, foi baixado por 100 mil pessoas na PRIMEIRA semana de lançamento!

A Folha de São Paulo publicou esta semana a matéria cujo título abriu o post: “Música para celular é a nova tábua de salvação da indústria fonográfica”. O artigo fala sobre as estratégias que o mercado de música teve que adotar nos últimos anos para sobreviver. Entre elas, está o ESCUTE, da Som Livre, que entrará no ar em fevereiro. Assim como o Sonora, do portal Terra, o Escute também é um site de música por assinatura, mas mais completo: “o Escute, em vez de investir apenas no download para computadores e mp3 players, mirou também os celulares”. Abaixo, trechos da matéria, escrita pelos jornalistas Marcus Preto e Ana Paula Sousa:

“Segundo Danillo Ambrosano, gerente do departamento digital da Universal Music, a música digital representa 30% da receita da gravadora. Desse montante, 30% vêm de venda on-line e 70% da venda para celular.”

>> “A grande questão é, ainda, como estimular as pessoas a pagar por algo que, em tese, elas podem ter de graça, ainda que ilegalmente. (…) A experiência internacional mostra que as soluções mais eficazes são as que deixam as pessoas fazerem o que já estavam fazendo, mas fora da “clandestinidade”. Segundo Jan Fjeld, diretor de showbizz do UOL, do grupo Folha, e responsável pelo UOL Megastore, hoje os ouvintes têm a percepção de que a música é grátis.”

>> “Na Europa, o modelo mais badalado do momento é o Spotify, indisponível no Brasil, que permite que se ouça e compartilhe qualquer música, de qualquer artista, de maneira gratuita, instantânea e… legal.”

>> Seu mais novo passo, anunciado no final do ano passado, foi o lançamento de um aplicativo para celulares. O serviço se mantém e paga direitos autorais com anúncios e uma assinatura mensal que garante, aos que botam a mão no bolso, serviços especiais, como o direito de carregar a música no iPod ou a tela livre de anúncios.”

“A ideia por trás do negócio é simples: quanto mais acesso as pessoas tiverem à música, mais o mercado crescerá.”

>> “O lugar do rádio, como fonte de descoberta, foi ocupado pela internet”, diz o professor Carlos Affonso de Sousa, da FGV.

“Ouvir música é só parte da experiência. As pessoas compartilham, remixam, criam comunidades.”

>> Antes de criar um app para sua banda e empresa, reflita:

  • Como investir esse dinheiro destinado aos aplicativos?
  • Quais apps têm mais apelo, e onde, como e por que?
  • Como fazer um bom uso do streaming?
  • Qual o balanço entre o investido e o retorno desse serviço?

>> As respostas para todas essas perguntas estão na pesquisa da Nielsen. Leia os resultados aqui gratuitamente.

(via *midemblog)

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