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A nova mania na China: os festivais de rock

12 dez

Como as empresas chinesas chegaram à conclusão de que investir em rock é um grande negócio

*Foto do site da SPLATTER

A HeartBeats International publicou um ótimo post sobre a nova onda de festivais pela China. Até 2009, os fãs de música alternativa do país só tinham UMA opção: um festival de heavy-metal (Midi) em Pequim, que acontece desde 1999. No texto, publicado originalmente pela agência Splatter, eles explicam o que as marcas podem ganhar patrocinando e se unindo aos festivais. Os benefícios, como sabemos, não são um privilégio do mercado chinês, e podem ser aplicados a qualquer outro mercado.

*MIDI, o festival de (heavy) rock mais tradicional da China

Abaixo, trechos da matéria em tradução livre:

“O festival MIDI era o único evento anual de música na China até 2007, quando a Modern Sky Records e a Split Works lançaram dois festivais – visando uma platéia mais ‘hipster’ e mais atraente (para os marketeiros, pelo menos). A primeira, montou o Modern Sky Festival em Pequim; a segunda, o  Yue Festival em Xangai, com o apoio da Converse e da Bacardi.

E assim, há três anos, os festivais têm pipocado por todos os cantos  do país, totalizando 60 deles só em 2010.

Modern Sky Festival, festival da Modern Sky Records

No entanto, festivais ainda são um negócio caro: criar uma vila temporária para quatro dias de festa, negociações nacionais e internacionais, cachês de bandas internacionais e nacionais (artistas locais triplicaram seus cachês  com a demanda dos últimos anos)… – tudo isso exige um investimento de milhões de dólares!

Se você analisar o preço dos ingressos ($60RMB por dia: 1 RMB ou, 1 Yuan, equivale a US$ 0,15, aproximadamente) mais a média de público (de duas a oito mil pessoas), fica claro que há uma disparidade financeira.

Então, como os organizadores fazem para completar essa lacuna financeira? Na China, há quatro maneiras:

  • A prefeitura local assume as despesas do festival para promover uma cidade ou um distrito (ex: Suzhou Holisland, Zhangbei Inmusic, Zhenjiang Midi Festival)
  • Patrocinadores (Modern Sky, YUE, Nokia’s Strawberry in Xi’an)
  • Formentadores do setor imobiliário se oferecem para sediar um festival, para assim, atraírem a atenção da mídia e do público para determinada região – e futuramente lucrarem com as propriedades a serem construídas ali. (ex: Tianjin Dreamvalley, Great Wall Tanglewood)
  • Promotores bancam festivais do próprio bolso

Em outro casos, festivais são organizados em uma junção das alternativas acima (ex: Zebra Festival, uma ‘joint venture’ entre Zebra Media e o governo de Chengdu).

>> Por causa da necessidade de investimento, marcas e agências vêm sendo assediadas por todos os festivais.

E por que uma marca associaria um festival de música à sua estratégia de marketing?

O que a Splatter diz aos seus clientes é o seguinte:

  • Em festivais, as marcas têm uma grande oportunidade de interagir com seus consumidores. Ir a um festival é uma das experiências mais divertidas do mundo, e isso deixa o público incrivelmente mais receptivo para as mensagens dos patrocinadores.
  • Algumas marcas podem usar a participação em um festival de música para uma campanha mais abrangente, comprando espaço em outras mídias e, consequentemente, mobilizando redes sociais. Festivais agregam grandes valores em termos de imagem e marketing.
  • Sua marca só se beneficia com a associação (positiva e apaixonada) do produto com o festival e com os artistas envolvidos.
  • Finalmente, nos festivais há outras oportunidades de negócios pelos quais seu público alvo vai fazer questão de pagar. Marcas mais experientes garantem que há aumento nas vendas após grandes eventos.

E aí, qual festival tem a cara da tua marca?”

>> MAIS INFO:

  • A Splatter é uma agência de “Music Communications” – comunicação através da música- radicada na China. Split Works é a agência irmã da Splatter, especializada em shows e radicada em Pequim e Xangai.
  • A HeartBeats Internartional é uma agência de Music Branding sueca, e você já leu sobre eles aqui:

>> POSTS RELACIONADOS:

“Os 4 Es do Marketing” // Marketing Musical & a Estratégia da Sondagem” // “A vida comeca com uma batida”

>> Assista ao VÍDEO sobre a “invasão dos festivais” na China:

>> TEXTO ORIGINAL:

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Os quatro Es do Marketing: Emoção, Experiências, Envolvimento e Exclusividade.

20 out

A Heartbeats International, agência sueca de Music Branding, já foi citada aqui no blog várias vezes. Eles estão fazendo uma série de posts sobre novas estratégias de marketing e como as marcas devem se posicionar diante dessa “nova ordem”.

Segundo a H.I., para que uma marca consiga competir com êxito no mercado, ela deve ter em mente “os quatro Es” em suas estratégias de marketing, sendo eles: Emoção, Experiências, Envolvimento e Exclusividade.

Muitos dos nossos posts são exemplos dessa estratégia. São campanhas que conseguem atingir o consumidor emocionalmente, fazendo com que ele se envolva espontaneamente com a marca.

A INTEL é um ótimo exemplo dessa nova estratégia de marketing, que não precisa estar necessariamente ligada só à música. Ela está entre as dez marcas mais conhecidas do mundo, no mesmo patamar da Coca-Cola, Disney e McDonald’s. “Mas o que faz da Intel, uma empresa que vende processadores e chips, uma marca tão bem sucedida?”, pergunta a Heartbeats.

“A musiquinha de cinco notas é marcante, mas a Intel também é conhecida pelas excelentes campanhas. Recentemente, ela conseguiu combinar criatividade com novos talentos e técnica, proporcionando ao seu público experiências únicas, conectando-se emocionalmente com jovens do mundo todo!”

>> “No começo do ano, a Intel lançou o CREATORS PROJECT, em parceria com a VICE. Trata-se de um projeto a longo prazo, reunindo vários países e vários tipos de arte, revelando talentos e facilitando a produção e propagação dos trabalhos desses artistas e seus colaboradores.”

>> O público da Intel pode assistir a 45 vídeos enviados de todos os cantos do globo. Há também a possibilidade de ver muita coisa ao vivo, através das exibições e performances que acontecem em vários centros urbanos do mundo (São Paulo no meio, claro). Quem comparece, participa de uma extravagância cultural com artistas de música, cinema, design e arquitetura.”

>> “Com o Creators Project, a Intel conseguiu se posicionar também entre os jovens, que não eram seu público alvo. No entanto, é esse grupo que interessa: uma geração de moleques espertos e de jovens artistas que usam a tecnologia como ferramenta criativa.”

*Mark Ronson tocando em SP, no evento Creators Project – foto do site oficial

>> O Creators Project no Brasil foi no dia 14 de agosto, em um evento que começou ao meio-dia e terminou só de madrugada. A festa contou com as apresentações de Mark Ronson, Gang Gang Dance, Zegon (do N.A.S.A.) e Emicida.

>> PARA SABER MAIS:

Marketing Musical & a “Estratégia da Sondagem”: os novos talentos de hoje podem ser os pop stars de amanhã

19 set

Marcas estabelecidas, como DIESEL, PEPSI e CONVERSE já perceberam que nem só de super-bandas vivem os fãs/consumidores.

DIESEL:U:MUSIC

>> A agência sueca de music-branding HeartBeats International publicou um artigo sobre os rumos do Marketing Musical. Grandes marcas, que antes preferiam apostar na segurança de artistas consagrados, como Madonna e Michael Jackson, perceberam que as boas ideias saem mesmo das pequenas bandas.

Deram a isso o nome de “Estratégia de Sondagem”, partindo do princípio de que para se conquistar uma legião de novos consumidores no futuro, precisa-se pesquisar e estudar quais são os seus hábitos hoje. Levando isso para o marketing musical, é ter a percepção de que pequenos e novos artistas hoje poderão ser os superstars de amanhã! E, sendo assim, criando-se um vínculo com esse (ainda) pequeno círculo de fãs hoje, pode significar um enorme grupo de consumidores fiéis e dedicados no futuro. Abaixo, trechos do artigo da Heartbeats International:

>> “Muita coisa mudou na indústria da música nos últimos 15 anos. O mercado está cada vez mais diversificado com inúmeras plataformas para o consumo de música. Nos anos 80 e 90, as marcas queriam somente as grandes bandas em suas campanhas, porque somente essas bandas chamariam a atenção desejada dos consumidores e, consequentemente, aumentariam as vendas. Pelo menos era o que eles pensavam.

>> Atualmente, no entanto, as marcas começaram a adotar uma nova tática, que a HeartBeats apelidou de “Estratégia de Sondagem”. Saem as quantidades absurdas de dinheiro gastas com artistas como Prince, Madonna e Michael Jackson, e entram novos e promissores talentos.

DIESEL:U:MUSIC

>> Uma das marcas pioneiras nessa estratégia foi a DIESEL, que lançou o Diesel:U:Music (D:U:M) há DEZ anos! Diesel Music é um evento anual que premia bandas e cantores sem gravadoras que mais se destacaram naquele período, além de ser também um site que hospeda, apóia e divulga novos artistas, selos, estações de rádio, jornalistas de música e produtores musicais do mundo todo.

>> Recentemente, o D:U:M se uniu a um site de shows independentes, o Sonicbids, para lançar a campanha Diesel’s Stupid for Music World Cup (complementando a campanha Be Stupid). Assim como numa Copa do Mundo, haverá uma batalha de bandas independentes disputando não só prêmios da DIESEL, mas também uma assessoria gratuita, um veículo personalizado para as turnês, produção de um vídeo e uma sessão de gravação em estúdio!

Refrigerante MTN Dew e o selo Green Label Sound

>> Outra marca que adotou essa estratégia é a Mountain Dew da PEPSI, juntamente com o selo Green Label Sound. A marca promove e banca novos artistas e oferece download gratuito de suas músicas, dando ao público muito mais que apenas um refrigerante. Vídeo do Neon Indian saído da parceria G.L.S. + Mountain Dew:

*Citamos essa estratégia da Green Label aqui no blog da Palco07, no post sobre o Chromeo.

>> A Converse também entrou na onda com o concurso “Get Out of the Garage” (Saia da Garagem), que explora o universo das bandas ainda escondidas no garagem de casa. Abaixo, vídeos com o compositor mexicano Ulises e com o escultor e músico inglês Felix.

>> “A novas tecnologias abriram as portas para esse tipo de estratégia de marketing. No entanto, não basta estar presente onde o público está ou ter somente uma plataforma de estaque. O marketing musical precisa ter um objetivo mais audacioso. Muitas marcas já entenderam isso e estão construindo bases sólidas de futuros fãs-consumidores. Ainda há um longo caminho a ser percorrido e até agora, a “estratégia de sondagem” tem provado ser a tática mais eficiente.”

>> TEXTO via:

>> POSTS RELACIONADOS:

>> MAIS INFO:

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