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A quantas anda o mercado de música digital

15 nov

O site Digital Music News fez um balanço financeiro do mercado de Música Digital até novembro de 2010. Foram pesquisados os dez maiores serviços de venda de música digital e seus resultados nos últimos anos.

1- iTunes:

  • Downloads pagos: 10 bilhões desde a metade de 2003.
  • Hstórico: o número de downloads legais e pagos da Apple demonstram um crescimento no mundo todo, embora nos EUA ele tenha caído 0,2% na primeira metade do ano. A venda de álbuns digitais também caiu nos primeiros meses de 2010.

2- Spotify:

  • Assinantes pagantes: 650.000, sendo que 90% paga pelo serviço Premium.
  • Pagamento de royalty: $54.5 milhões de dólares desde o lançamento, em 2008

3- Rhapsody

  • Assinantes pagantes: 650.000 até maio deste ano

4- Rdio

  • A empresa não quis divulgar os dados

5- Slacker

  • Assinantes pagantes: mais de 200.000, pagando de $4 a $5 dólares ao mês.

6- eMusic

  • Assinantes pagantes: 400.000

7- Napster

  • Assinantes pagantes: 760.000 desde que foi comprada pela Best Buy em 2008. Os números atuais devem ser menores, mas a empresa não quis divulgar.

8- Comes With Music, da Nokia

  • Assinantes pagantes: 107.000 no mundo, sendo que 33.000 estão no Reino Unido. Dados de 2009.

9- Sirius XM Radio

  • Assinantes pagantes: 19,9 milhões até outubro de 2010.

10- Pandora

  • Situação Financeira: Lucrativo (dados de 2009)
  • Usuários registrados: 65 milhões até outubro de 2010.
  • Usuários Ativos: 25 milhões até setembro de 2010.

* todos os dados foram tirados deste post do site Digital Music News e os números foram enviados pelas empresas citadas.

>> POST ORIGINAL:

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Mais é Menos: O poder da escolha na era digital

28 maio

Diante de tantas opções, como você escolhe o que comprar? Ou o que ouvir? O que ou quem te influencia na hora de decidir?

O Paradoxo da Escolha, Barry Schwartz – foto Design Post

Kyle Bylin, do site Hypebot, questionou em um post a teoria do livro acima (de que a “cultura da abundância” se tornou mais um problema que uma solução) e propõe um debate interessante: a mudança de foco.

Ao se preocupar se as pessoas irão comprar uma música ou baixá-la ilegalmente, uma gravadora (e/ou artista) está deixando de lado a questão mais relevante, que é: “em primeiro lugar, o que fez um fã escolher aquela música em especial”? Por que, com acesso a tantos produtos, artistas e músicas, ele escolheu “aquela”? Seja para baixar ou comprar, o que o levou até ela?

*Foto do Flickr Encrpyed Memories

Uma das respostas, em forma de artigo, foi a do radialista e jornalista Reid Benditt. Ele acredita que, em tempos de iTunes, Facebook, Spotify e similares, vai sair na frente quem admitir primeiro que “o compartilhamento de músicas vai, no fim, salvar a indústria musical”.

Sharing Is Caring, do Flickr Encrpyed Memories

Traduzimos (livremente) abaixo alguns trechos da resposta do radialista, que complementa a idéia dos nossos últimos posts: música une, inspira e influencia. Por Redi Benditt:

“Você sabe qual a forma mais eficiente, barata, antiga e desejada de propaganda?

É o boca-a-boca. E graças ao mundo digital, estamos muito mais próximos dessa ideologia de agência de publicidade. O Facebook é um meio de propaganda legítimo, e as palavras de blogueiros valem tanto quanto às dos nossos amigos. Não existe mais “nós” (consumidores) x “eles” (anunciantes). Somos praticamente um só, e se quisermos tirar alguma coisa desse zoólogico digital, teremos que criar nossos próprios filtros de conteúdo. Você e seus amigos irão salvar a música.”

>> Amigos: “Em quem você confia na hora de decidir? Blogs de música, sites de relacionamentos, estações de rádio? Eu confio nos meus amigos de carne e osso. Se não fosse por eles, eu não teria Ra Ra Riot e Raveonettes no iPod.”

>> Comprar, Ouvir, Compartilhar: “Estamos caminhando para um futuro que é um retorno ao passado: amigos compartilhando música abertamente. Spotify, Facebook e iTunes estão preparando algo grande, que acredito, vai ser o padrão para compra, compartilhamento e audição de música. A integração desses três serviços será monumental. O iTunes é a loja, o Spotify o caminho, e o Facebook a máquina do hype. Essas três indústrias são líderes no que fazem, mas ainda não há um cruzamento entre elas.”

>> iTunes + Facebook = Spotify: “Por enquanto, o iTunes é a loja onde você entra e está cada um na sua. Facebook é um café onde as pessoas estão falando sobre entretenimento e sobre aquilo que importa a elas. Coloque o povo do Facebook nessa lojinha do iTunes e de repente, as pessoas se misturam! E daí, você traz seus amigos e eles se misturam também e todos compartilham as músicas de que gostam. Adicione a isso a acessibilidade do Spotify e você tem o potencial de um império online!

>> Exemplificando: Não conseguiu imaginar como a integração de três poderosas ferramentas pode salvar a música? Aqui, em vídeo, um tour pelo tão sonhado “império musical” do Spotify:

ps: para ler na íntegra os dois textos que originaram esse post, basta clicar nos links.

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