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Restrospectiva 2012: confira as melhores campanhas de marketing musical do ano

21 dez

O ano está chegando ao fim e chegou o momento da nossa tradicional retrospectiva listar o que de melhor aconteceu na associação entre marcas e música – e que ganharam destaque aqui no blog ao longo do ano

>> AmEx realiza shows de grandes bandas filmados por diretores renomados

O American Express Unstaged é uma série de shows promovidos pela AmEx e transmitidos online e em tempo real simultaneamente para todo o mundo. Não fosse bom o suficiente, os shows ainda são dirigidos por renomados diretores.

Pelo projeto passaram parcerias entre nomes como Killers e Werner Herzog, Arcade Fire e Terry Gilliam, Duran Duran e David Lynch, John Legend e Spike Lee, Coldplay e Anton Corbijn, Jack White e Gary Oldman, entre outros.

>> A olimpíada mais musical de todos os tempos

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A Universal foi agressiva e eficiente, e marcou presença nos jogos olímpicos de Londres.

Além dos shows que aconteceram durante a cerimônia de abertura, rolaram diversas apresentações ao vivo pela cidade antes, durante, e depois dos jogos.

Fora as performances ao vivo, playlists com milhares de músicas foram elaboradas especificamente para cada momento e tipo de esporte, e álbuns e faixas oficiais foram lançados – e viraram sucesso no iTunes!

>> Coca-Cola faz parceria com Spotify

Serviços de streaming de música vêm sendo considerados (até o momento) uma das melhores alternativas para a guerra entre o download de música digital e as gravadoras. O número de assinantes cresce, assim como número de serviços oferecidos e a quantidade de marcas querendo se associar de alguma forma.

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De olho nisso, a Coca-Cola fez uma parceria com o mais famoso serviço de música online, o Spotify (que infelizmente ainda não existe no Brasil) e passou a oferecer diversos aplicativos com o objetivo de ampliar a experiência do fã de música dentro da plataforma.

>> O indie é o novo pop

O festival SXSW, antes pequeno e independente, vem sendo cada vez mais alvo de marcas que querem se associar à ele por todo o buzz e tendências que ele gera.

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Voltado para o cinema, tecnologia e principalmente música, o festival recebe desde bandas (ainda) desconhecidas até disputados shows de grandes nomes em pequenas lajes e pubs.

A cada ano o número de bandas, público e palestrantes aumentam – assim como a presença das marcas, o que fez com que o festival batesse recorde de patrocínios esse ano, mas sem perder o clima alternativo.

Confira aqui as campanhas mais bem sucedidas feitas pelas marcas durante o festival desse ano.

>> Visando o público jovem, Lacoste aposta na música

Buscando atingir uma nova faixa etária, a tradicional marca lançou a linha Lacoste Live, que traz roupas mais jovens e descoladas e utiliza a música para criar conexão com esse público.

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Realizando diversos shows pelos EUA, não por acaso a campanha é focada em Nova York, especialmente no Brooklin, e mais especificamente em Williamsburg, na tentativa de se associar às novas tendências que geram impacto na moda e na música. A marca fez, inclusive, uma pool party no cobiçado Coachella.

>> Absolut e Gorillaz

São inúmeras as edições limitadas de garrafas já lançadas pela Absolut ao longo dos anos. A marca sabe o apelo que tem e aposta na exclusividade das artes para satisfazer os colecionadores de suas garrafas.

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Em março a marca se associou à música – ainda que indiretamente – com o lançamento de garrafas em homenagem a Londres com desenhos feitos pelo artista Jamie Hewlett, o co-criador do Gorillaz.

>> A Converse

Claramente a Converse não poderia faltar na nossa retrospectiva de final de (qualquer) ano. A marca é a mais comentada aqui no blog e fica até difícil escolher um dos projetos da marca, pelo trabalho contínuo e coerente que ela faz dentro da música.

Das ações desse ano, vale destacar a ida do estúdio Rubber Tracks ao festival Pop Montreal. O estúdio, localizado em Nova York, assumiu formato itinerante e invadiu o festival canadense, permitindo que bandas independentes que estavam por lá gravassem seu material original de graça e ficassem com os direitos autorais das canções (assim como ocorre na sede em NY).

Outros projetos da Converse que já viraram assunto por aqui:

>> A Intel

Outra marca que tem atuação consistente dentro a música – e das artes de um modo geral – é a Intel.  Uma conexão que a princípio poderia soar forçada, é muito bem trabalhada pela marca que já fez projetos em parcerias com Pitchfork, Pandora e Spotify, entre outros.

Recentemente a marca se associou à MTV para realizar shows em lugares secretos nos EUA. Sabendo apenas o lineup e a cidade, os fãs precisavam conseguir um determinado número de compartilhamento de seus tweets para que o local do show fosse revelado.

>> A conclusão de 2012

O que entendemos com essa retrospectiva é que em pleno 2012, ainda são poucas as marcas que se relacionam de forma mais presente na conversa em torno da música, com a grande maioria das marcas ainda se limitando a ações pontuais, de impacto e de baixo relacionamento com as cenas.

No Brasil, que ainda carece de um mercado de música bem estruturado, auto-sustentável, com preços justos, é uma pena que as marcas ainda não entendam o real potencial de comunicação de eventos e ativações relacionadas à música. Por consequência, deixam de investir nesse mercado que busca se firmar, e que a cada ano se faz mais presente e influente nas escolhas de consumo e valores junto aos mais variados grupos de publico.

2013 acena para uma lenta, mas gradativa percepção de novas mídias e novos formatos de comunicação. A musica está aí, desde sempre e pra sempre, cada vez mais importante e mais presente na formação da sociedade como um todo, e se tornando a mais influente mídia dos novos tempos. (tá bom, no Brasil é a segunda ainda, depois da Globo!!)

… e já que o mundo parece que não vai acabar hoje, que venha 2013!

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Sabe qual o segredo do Kickstarter? >> E.M.O.Ç.Ã.O.

9 dez

Crowdsourcing e Crowdfunding são palavras que entraram para o nosso vocabulário há (relativamente) pouco tempo, em inglês mesmo. A primeira, já citada aqui outras vezes, é um modelo que acumula mão de obra coletiva proveniente da internet, utilizando conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela rede, para “resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias”.

Já o crowdfunding ou, “financiamento coletivo”, arrecada capital para iniciativas de interesse coletivo. Pode ser uma arrecadação para financiar um artista, pequenos negócios, start-ups, iniciativas de software livre, filantropia, etc. Esse é o modelo utilizado pelo coletivo Queremos (do Rio de Janeiro), por exemplo, que organiza shows internacionais na cidade com a ajuda de contribuições dos fãs.

>> O Kickstarter foi um dos sites pioneiros na área, criado em 2009. Através dele, projetos que envolvem de produção de filmes à tecnologia de energia solar saíram do papel, com a ajuda de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo. Dois anos depois, ele é responsável por inúmeras iniciativas de sucesso e não pára de crescer.

O site Brand-e, em post publicado nesta semana, diz que a chave do sucesso do Kickstarter é simples: histórias de vida.

“Não é uma estratégia de marketing. É uma iniciativa que envolve histórias de pessoas, de indivíduos que tiveram uma idéia e de como eles estão tentando fazer disso uma realidade, sobre a dificuldade deles em chegar lá e quais são seus objetivos. Não queremos pessoas vendendo um produto no Kickstarter. Isso não é o que interessa em um produto. O que interessa é como você chegou até ele e como vai realizar aquela idéia. Então, se você vê o site como um canal de vendas, você está no lugar errado”

— diz o fundador do site Yancey Strickler.

>> ENVOLVIMENTO:

Como gostamos de enfatizar, o sucesso de uma campanha depende essencialmente do envolvimento emocional que o público alvo tem com ela. Um site que depende somente desse tipo de identificação não tem como dar errado!

Segundo o Brand-e, o Kickstarter é “o marketing emocional em sua melhor forma, oferecendo algo que as pessoas amam através de uma história que transmite o entusiasmo do criador”. Esse entusiasmo e essa identificação fazem com que outros se unam por aquele objetivo, fazendo o possível para que ele aconteça.

>> LIÇÃO:

A solução, aplicada ao marketing, é uma só: autenticidade. Usando as palavras do Strickler: “O poder de um indivíduo compartilhando uma história sobre algo com que ele se importe é estimulante. Como um financiador ou um espectador, eu me sinto especial por ver aquele projeto tomar vida e saber que tenho uma participação naquilo”.

>> PARA LER/SABER MAIS:

>> POSTS RELACIONADOS:

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