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“É mais fácil ficar uma semana sem sexo, cerveja ou música?” –> Adivinhem quem ganhou…

8 nov

Eles só pensam NA-QUI-LO. É, Publicidade, está na hora de rever muitos conceitos: o que os jovens não conseguem mesmo tirar da cabeça é… música!

>> Sim, música! Esse foi o resultado de uma pesquisa encomendada pela agência de marketing musical GMR. Das 500 pessoas entrevistadas, 75% disseram que entre música, cerveja e sexo, é da primeira que eles sentiriam mais falta. Além desse “dilema”, as perguntas envolviam o relacionamento de bandas com marcas, a maneira como os jovens conhecem novas bandas, e o que achavam de conhecer um artista através de um comercial.

>> Veja os resultado abaixo:

1. Como as marcas afetam as bandas

De cada três entrevistados, DOIS disseram que as marcas ajudam as bandas

2. Você não ficaria uma semana sem…

“Surpresa: sexo não vende! Pelo menos não tanto quanto a música. 75% acha mais difícil ficar uma semana sem sexo e cerveja que sem música”. Tudo bem que essa foi a resposta de 92% das mulheres, contra 55% dos homens. =)

3. Descobertas Musicais

48% disse que a Internet é o melhor lugar para se descobrir música nova. Os maiores de 35 anos ainda preferem as dicas dos amigos…

4. Music Branding

69% disse que conheceram uma música de que gostam através de um comercial. Entre os adolescentes essa porcentagem foi bem maior: 88%!!

(*via Hypebot)

>> POST RELACIONADO:

  • Para nós da Palco07, isso não é novidade. Em julho, publicamos uma pesquisa realizada na Suécia (Uncovering Musical Myth) na qual perguntas como a do título deste post foram feitas a mais de mil pessoas. A maioria dos entrevistados disse que seria mais difícil viver sem música que viver sem jornais, esportes e filmes. Além disso, TODOS disseram que ouviam música TODOS os dias, no mínimo meia hora por dia. Leia esse post na íntegra aqui.

>> Compare:

  •  A pesquisa da agência sueca Heartbeats com a pesquisa da GMR.

(*todas as imagens deste post são do infográfico publicado pelo Hypebot)

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O público já se acostumou a ver o logotipo da tua marca dentro do palco. Mas os fãs esperam muito mais de você.

24 ago


Com a dificuldade de arrecadar dinheiro para grandes eventos e principalmente para bancar festivais, criar um vínculo entre marcas e artistas se tornou a grande saída. E todo mundo já se acostumou com isso: as marcas tornaram-se as novas “mecenas” do mercado de entretenimento. Mas, não basta bancar o “banco de empréstimos” ou apenas jogar o logotipo no banner de maior destaque dentro daquele festival. Não é só porque o público se acostumou com a presença de empresas “dentro do palco” que você pode se acomodar. O papel do “mecenas” vai muito além do dinheiro investido!

Leia abaixo trechos da matéria “As marcas são benvindas ao palco”, do site Marketing Week, que foi a fundo na pesquisa realizada pela agência inglesa Frukt:

Segundo a pesquisa, 85% dos consumidores apoiam a ideia de que as marcas patrocinarão a próxima geração de entretenimento, seja ela música, artes plásticas ou literatura. Chris Heath, diretor de estratégia da Frukt diz:

“As pessoas querem que as empresas as entretenham. Para muitas marcas, não basta mais ficar do lado de fora observando e fazendo um serviço de RP. Tem que haver um envolvimento mais profundo e mais visível com a cultura e o papel que ela desempenha na vida das pessoas”

Ele complementa dizendo que apesar do patrocínio como o conhecemos não ter acabado, as marcas devem se preparar para se envolver com a cultura de uma maneira mais “sofisticada”.

A pesquisa foca em 8 áreas que definem a atuação das empresas nesse setor: experiências, educação, inovação, proximidade, prioridade, compromisso, sociabilidade e escapismo. Esses aspectos explicam como o consumidor se envolve quando há vínculo cultural entre empresas e arte. “Por exemplo, ‘proximidade’ se refere ao consumidor querendo ter uma experiência e se aproximar de um conteúdo. ‘Prioridade’ significa que as pessoas querem sentir que elas terão algum tipo de benefício com aquela experiência”.

No setor de esportes e música, “proximidade e prioridade” são fundamentais e nossos últimos posts focaram extamente nisso. Um ótimo exemplo seria a campanha da Coca-Cola “24-hour Session”, com a banda Maroon 5, na qual os fãs tiveram que ajudar o grupo a escrever um novo disco em UM dia!

Já em outros setores, como literatura, educação e artes plásticas, as pessoas querem ficar “maravilhadas”. As marcas precisam oferecer algo que elas nunca tenham visto antes.

O cinema entrou nessa há pouco tempo, com a Absolut patrocinando a exibição online de um filme do Spike Jonze. O chefe executivo da agência Whizz Kid Entertainment, Malcolm Gerrie, diz que:

“O casamento entre marca e conteúdo é inevitável, assim como o papel da mídia social no marketing. Amantes de cinema nunca estão satisfeitos depois que acabam um filme. Ele vão ver de novo, vão ler as críticas, vão postar sobre ele, vão fazer paródias no YouTube, vão organizar festas, etc”

Ele cita o exemplo de uma campanha da Volkswagen, “See Film Differently”, que entre outras coisas, levava os fãs para ver filmes clássicos no local onde eles haviam sido filmados.

Claro que como em qualquer setor de entretenimento, as marcas podem escolher inúmeras maneiras de envolver consumidores e conteúdo. Elas podem criar uma campanha envolvente ou apenas patrocinar: tudo depende dos seus objetivos, valores e público alvo.

Mas atenção: Mais da metade dos entrevistados preferem empresas que os envolva diretamente, principalmente se o conteúdo for relacionado à música. Essa necessidade de entretenimento por parte das marcas é ainda mais intenso entre os mais jovens, com mais de 80% dos entrevistados entre 16-18 anos dizendo que preferem marcas que “divertem” (com campanhas criativas e interativas).

Para finalizar, uma frase de Heath, da Frukt:

“A tendência é que as marcas aproveitem o entusiasmo do consumidor fazendo com que ele se envolva com o mundo da arte e do entretenimento. Mas, para fazer isso com eficiência, tem que se admitir que aquele modelo tradicional de patrocínio está extinto! O nível de envolvimento que seus consumidores querem depende exclusivamente da tua marca. Não há um modelo único.”

*post com trechos traduzidos da matéria Brands are welcomed on to the stage, do site Marketing Week.

>> PARA LER MAIS:

>> POSTS RELACIONADOS:

Bandas, fãs e o marketing de guerrilha

17 ago

Nunca subestime os SUPERPODERES dos SUPERFÃS!

O Media Post publicou recentemente o artigo “Como transformar Superfãs em ‘Marketeiros de Guerrilha'”. A premissa é a de que os adolescentes são “propagadores” por natureza. Eles são fanáticos por aquilo que amam e querem compartilhar cada descoberta com todos os amigos ao seu alcance. Obviamente, como todo publicitário já aprendeu, é exatamente aí que fica o pote de ouro. Mas o que fazer para que eles se envolvam de verdade com o que você tem a oferecer?

O texto cita o exemplo da cantora teen Cady Groves, cuja gravadora ofereceu um pacote cheio de produtos licenciados da artista para todo fã que indicasse pelo menos 5 amigos ao site, e que esses amigos fizessem o download da música de estreia — o download era gratuito. Enquanto alguns fãs rapidamente juntaram esses 5 amigos, os “superfãs” acabaram se apropriando da campanha, que passou a circular sem qualquer ajuda da gravadora por todas as redes sociais. Os “superfãs” publicaram, compartilharam e divulgaram como puderam e recrutaram milhares de outros fãs para o site!

“Eles não são motivados só pela oferta. Nem querem o prêmio para eles mesmos. Eles se envolvem de verdade e querem promover o artista ou o produto relacionado a ele porque se identificam e CLARO, porque querem distribuir a recompensa entre os amigos”.

O artigo propõe cinco abordagens para motivar esses preciosos SUPERFÃS:

1. Garanta Exclusividade

Foque no desejo do adolescente de pertencer a um grupo. Ofereça conteúdo que não esteja disponível a ‘qualquer um’, e sim só para aquele seleto grupo de fãs. Ofereça previews de vídeos, faixas exclusivas ou produtos licenciados que eles possam compartilhar com amigos.

2. Crie um ambiente competitivo

Adolescentes adoram desafios e o aspecto competitivo das mídias sociais. Una um jogo a recompensas e o caminho está quase pronto para que eles passem a compartilhar sozinhos. BookRenter, site que aluga livros online, por exemplo, fez uma campanha pedindo que os ‘teens’ divulgassem o serviço entre os amigos. Aquele que arrecadasse mais “amigos” ganharia uma bolsa de estudos — o valor da bolsa também era determindo pela quantidade de amigos que o vencedor conseguisse juntar.

3. Ofereça uma plataforma para que eles se manifestem

Assim como os adolescentes gostam de deixar uma marca pessoal em seu quarto ou em suas roupas, eles querem mostrar sua criatividade também online. E eles querem saber que suas opiniões são levadas em consideração. Deixe que eles se expressem e digam o que querem ver e/ou comprar, já que eles tendem a compartilhar mais quando precisam participar ativamente. A loja StyleFactory, que vende móveis e acessórios para casa, colocou um botão “CURTIR ISSO” (igual ao do facebook) abaixo de todos os produtos, fazendo com que os próprios consumidores escolhessem os designs que deveriam ser comercializados. Além disso, aqueles que compartilhassem seu design favorito nas redes sociais ganhavam um desconto na loja.

4. Valorize a lealdade do superfã

O adolescente típico quer consolidar uma reputação de “líder” e tende a compartilhar MUITO mais se a campanha lhe trouxer um status de “early adopter”, ou seja, como aquele que primeiro ouviu tal artista, ou como aquele que primeiro usou tal produto. Para isso, você pode oferecer “badges” (distintivos) para identificar esses “superfãs” dentro do grupo. Por exemplo, ofereça ícones e distintivos exclusivos aos que conseguirem fazer com que os amigos entrem na campanha ou que “curtam” a página de seu artista (ou da marca) no Facebook.

Também considere dar a este fã mais leal uma oportunidade de ter reconhecimento público pelo compartilhamento. A Stiletto Music, por exemplo, em campanha para a artista Tally Hall, abriu um concurso no qual o fã vencedor teria uma música escrita para ele pela artista!

5. Incentive o adolescente a fazer o bem

De acordo com a United Nations Foundation, em 2010, 79% dos americanos que participaram de campanhas doaram comida e roupas. 53% doaram dinheiro e 66% pediram aos amigos e familiares que também participassem e doassem. Estimule o altruísmo nas campanhas.

Por exemplo, para comemorar seu aniversário de 17 anos no ano passado, Justin Bieber pediu aos seus (quase) oito milhões de fãs/seguidores no Twitter que ajudassem a ONG Charity: Water, que leva água potável a países subdesenvolvidos. Seu pedido foi “retuitado” por milhares de fãs e aqueles que contribuissem tinham uma mensagem de aniversário com o seu nome, para o Bieber, no site oficial da campanha. Ele conseguiu arrecadar US$30.000 dólares em dois dias!

Para finalizar:

“Tenha em mente que o fã vai se interessar pela sua campanha social, mas vai estar mais interessado na possibilidade de compartilhar isso com os amigos: seja para promover uma banda nova, ganhar presentes e brindes do artista preferido, adquirir um status de alguém que sabe o que é tendência e o que não é, etc. A tua missão como marca/artista/publicitário é munir os fãs com o que for necessário porque são eles que vão carregar a mensagem da tua marca online”

>> PARA LER MAIS:

Os quatro Es do Marketing: Emoção, Experiências, Envolvimento e Exclusividade.

20 out

A Heartbeats International, agência sueca de Music Branding, já foi citada aqui no blog várias vezes. Eles estão fazendo uma série de posts sobre novas estratégias de marketing e como as marcas devem se posicionar diante dessa “nova ordem”.

Segundo a H.I., para que uma marca consiga competir com êxito no mercado, ela deve ter em mente “os quatro Es” em suas estratégias de marketing, sendo eles: Emoção, Experiências, Envolvimento e Exclusividade.

Muitos dos nossos posts são exemplos dessa estratégia. São campanhas que conseguem atingir o consumidor emocionalmente, fazendo com que ele se envolva espontaneamente com a marca.

A INTEL é um ótimo exemplo dessa nova estratégia de marketing, que não precisa estar necessariamente ligada só à música. Ela está entre as dez marcas mais conhecidas do mundo, no mesmo patamar da Coca-Cola, Disney e McDonald’s. “Mas o que faz da Intel, uma empresa que vende processadores e chips, uma marca tão bem sucedida?”, pergunta a Heartbeats.

“A musiquinha de cinco notas é marcante, mas a Intel também é conhecida pelas excelentes campanhas. Recentemente, ela conseguiu combinar criatividade com novos talentos e técnica, proporcionando ao seu público experiências únicas, conectando-se emocionalmente com jovens do mundo todo!”

>> “No começo do ano, a Intel lançou o CREATORS PROJECT, em parceria com a VICE. Trata-se de um projeto a longo prazo, reunindo vários países e vários tipos de arte, revelando talentos e facilitando a produção e propagação dos trabalhos desses artistas e seus colaboradores.”

>> O público da Intel pode assistir a 45 vídeos enviados de todos os cantos do globo. Há também a possibilidade de ver muita coisa ao vivo, através das exibições e performances que acontecem em vários centros urbanos do mundo (São Paulo no meio, claro). Quem comparece, participa de uma extravagância cultural com artistas de música, cinema, design e arquitetura.”

>> “Com o Creators Project, a Intel conseguiu se posicionar também entre os jovens, que não eram seu público alvo. No entanto, é esse grupo que interessa: uma geração de moleques espertos e de jovens artistas que usam a tecnologia como ferramenta criativa.”

*Mark Ronson tocando em SP, no evento Creators Project – foto do site oficial

>> O Creators Project no Brasil foi no dia 14 de agosto, em um evento que começou ao meio-dia e terminou só de madrugada. A festa contou com as apresentações de Mark Ronson, Gang Gang Dance, Zegon (do N.A.S.A.) e Emicida.

>> PARA SABER MAIS:

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